metamorfose ambulante

10.8.16 Rogéria Santos 0 Comments

 
 Peguei um café enquanto olhava para a tela pensando no que escrever, pensando em como justificar meu sumiço ou até mesmo me desculpar.
   Vários copos de café depois e ainda não sei por onde começar, não me leve a mal é que as vezes preciso me afastar para poder me encontrar, preciso ouvir música alta e dançar feito louca pela casa, e aí quando menos se espera eu apareço com um novo corte de cabelo e um novo pensamento.
   Me afastei por que precisava me aproximar de mim, porque estava com a cabeça cheia demais,  sei que ninguém merece essa minha inconstância,esse meu jeito aparecido e as vezes invisível, e por isso venho lhe pedir que não espere muito de mim, e se algum dia se cansar dessa minha mania louca de sumir e me reinventar, por favor, sinta-se livre para ir embora, eu juro que vou entender, já estou acostumada, não não pense que eu não me importo, talvez eu me importe até demais para permitir que você se sinta preso a mim.
   A verdade é que é difícil viver com essa metamorfose ambulante que eu sou, e já estou acostumada a dizer adeus, entretanto não se assuste se, depois de você ir embora a gente se encontrar na rua e eu já não for quem você deixou, não se assuste porque ainda tem uma lista de coisas que quero fazer e me falta coragem, que em um dos meus sumiços há de aparecer!
  Não se assuste se a gente se encontrar no show daquela banda que hoje eu não suporto, ou então eu estiver usando uma cor que sempre disse que não me favorecia, não que eu seja influenciável, não sou e disso você sabe, é só que a vida é curta demais pra não mudar de opinião como se muda de roupa, a vida é curta amor e eu quero viver coisas demais e pelo menos esse pensamento é constante.

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